Em Cidades da Água a imaginação invade o espaço do real na memória dos homens errantes. A paleta enorme de luz do mundo do Sul, que nos oferece Manuel Passinhas nas suas telas, é invadida na narrativa, que se pretende poética, criando uma ponte entre o imaginário, nas fronteiras do telúrico, e as emoções do real, que Miguel Rego procura transmitir.